domingo, 25 de maio de 2008

Instalada a ALACAL



Cerimônia de Instalação da Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima


No sábado passado, dia 24 de maio, em concorrida cerimônia na Câmara Municipal de Abreu e Lima, que contou com a presença dos acadêmicos Alexandre Santos (ALANE - Academia de Letras e Artes do Nordeste), Bernadete Serpa (ALANE e ALAP - Academia de Letras e Artes do Paulista) e Amaro Poeta (ALAP), foi instalada a Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima. Na ocasião, tomou posse a primeira diretoria da entidade, cuja presidência será exercida pelo acadêmico Marcos de Andrade Filho e foram festejadamente recebidos os novos acadêmicos Elisabeth Salgado, José Pimentel e Alcides Restelli Tedesco.
Na fotografia do topo desta matéria temos, da
esquerda para a direita, os imortais: José Pimentel, Roma Silva, Robson
Santiago (no alto), Roberto Félix (no meio), Márcio Gomes (em baixo), Reginaldo
Silva (ao centro), Marcos de Andrade Filho (em baixo, com a faixa presidencial),
Francisco Ribero (de óculos, em cima), Cézar Vasconcelos, Marilena Breda,
Alcides Tedesco, Socorro Lima, Elisabeth Salgado e Fernando Lemos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

"A Voz do Escritor" enfatiza solenidade de instalação da ALACAL







Marcos de Andrade Filho assume presidência da Academia de Abreu e Lima

No próximo sábado, dia 24 de maio, em cerimônia programada para às 19h30, na Câmara Municipal de Abreu e Lima, na Rua Lourival de Albuquerque, Centro, será instalada a Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima. Na ocasião, tomará posse a primeira diretoria da entidade, cuja presidência será exercida pelo acadêmico Marcos de Andrade Filho.

(Fonte: "A Voz do escritor" Informativo da Rede das Academias de Letras do Nordeste - edição de 18 de maio de 2008. In: http://www.ube-pe.org.br/)



O poeta Marcos de Andrade Filho, em fotografia publicada em seu primeiro volume de poemas "Não-Lugar" (Bagaço, 2005).








O dramaturgo, ator e diretor José Pimentel é uma boa surpresa preparada pela ALACAL. O ator será recebido como membro da Academia, juntamente com a poetisa Elisabeth Salgado e o educador Alcides Restelli Tedesco.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Zélia Gattai Amado: memória e obra


Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinqüenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.

Índice


Os primeiros anos

Filha dos imigrantes italianos Angelina e Ernesto Gattai, é a caçula de cinco irmãos. Nasceu e morou durante toda a infância na Alameda Santos, 8, no bairro Paraíso, em São Paulo.

Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido em São Paulo, em 1942.

A vida com Jorge Amado

Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.

Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.

Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne. De 1950 a 1952, a família viveu na Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.

Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada Reportagem incompleta.

A escritora

Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia, Anarquistas, graças a Deus, ao completar vinte anos da primeira edição, já contava mais de duzentos mil exemplares vendidos no Brasil. Sua obra é composta de nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.

Anarquistas, graças a Deus foi adaptado para minissérie pela Rede Globo e Um chapéu para viagem foi adaptado para o teatro.

Prêmios e homenagens

Baiana por merecimento, Zélia Gattai recebeu em 1984 o título de Cidadã da Cidade do Salvador.

Na França, recebeu o título de Cidadã de Honra da comuna de Mirabeau (1985) e a Comenda des Arts et des Lettres, do governo francês (1998). Recebeu ainda, no grau de comendadora, as ordens do Mérito da Bahia (1994) e do Infante Dom Henrique (Portugal, 1986).

A prefeitura de Taperoá, no estado da Bahia, homenageou Zélia Gattai dando o nome da escritora à sua Fundação de Cultura e Turismo, em 2001.

Em 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono. No mesmo ano, foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e para a Academia Ilheense de Letras. Em 2002, tomou posse nas três. É mãe de Luis Carlos, Paloma e João Jorge. É amiga de personalidades e gente simples. No lançamento do livro 'Jorge Amado: um baiano romântico e sensual, em 2002, em uma livraria de Salvador, estavam pessoas como Antonio Carlos Magalhães, Sossó, Calasans Neto, Miguel Arcanjo Prado, Auta Rosa, Bruna Lima, Antonio Imbassahy e James Amado, entre outros.

Ao lançar seu primeiro livro, Anarquistas graças a Deus, Zélia Gattai recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. No ano seguinte, recebeu o Prêmio da Associação de Imprensa, o Prêmio McKeen e o Troféu Dante Alighieri. A Secretaria de Educação do Estado da Bahia concedeu-lhe a Medalha Castro Alves, em 1987. Em 1988, recebeu o Troféu Avon, como destaque da área cultural e o Prêmio Destaque do Ano de 1988, pelo livro Jardim de inverno. O livro de memórias Chão de meninos recebeu o Prêmio Alejandro José Cabassa, da União Brasileira de Escritores, em 1994.

Obra

terça-feira, 13 de maio de 2008

Academia Convida - Solenidade de Instalação, Posse e Recepção dos Acadêmicos




Informativo "A voz do escritor" divulga posse da ALAC de Abreu e Lima

Informativo "A voz do escritor" divulga posse da ALAC de Abreu e Lima

"A voz do escritor", boletim informativo oficial da Rede de Academias de Letras do Nordeste, publicou nota sobre a solenidade de instalação da Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima, na edição de 11 de maio de 2008.









Academia de Abreu e Lima será instalada
em 24 de maio

Em 24 de maio, em cerimônia programada para às 19h30, na Câmara
Municipal de Abreu e Lima, na Rua Lourival de Albuquerque, Centro, será
instalada a Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima. Na ocasião,
tomará posse a primeira diretoria da entidade, cuja presidência será exercida
pelo acadêmico Marcos de Andrade Filho.



"A voz do escritor" pode ser visualizado, na íntegra, no site da UBE-PE (União Brasileira de Escritores - Secção Pernambuco): http://www.ube-pe.org.br/